O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou nesta terça-feira a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a FPF (Federação Paulista de Futebol) a pagar R$ 24 milhões em multa pelo escândalo da Máfia do Apito. Do total, R$ 20 milhões terão de ser pagos pela CBF. A decisão ainda permite recurso no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Apesar da condenação, a pena imposta nesta terça-feira já representa um ganho para os envolvidos. Isso porque, inicialmente, as duas entidades haviam sido condenadas ao pagamento de R$ 220 milhões (R$ 160 milhões da CBF) em decisão de primeira instância.
Até o fechamento desta edição, a CBF não havia se manifestado sobre a aplicação da multa. Já o advogado da FPF, Carlos Miguel Aidar, assegurou que a Federação Paulista vai recorrer da decisão em Brasília.
Segundo a Justiça, a CBF e a FPF foram responsáveis por causar “danos morais difusos”. A defesa, contudo, tentou provar que as entidades tomaram todas as precauções possíveis na escalação da arbitragem e não deveriam “responder pela pretensa desonestidade de alguns cidadãos”.
Escândalo/ Em 2005, um esquema de manipulação de resultados provocou o cancelamento de 11 jogos do Campeonato Brasileiro. De acordo com as investigações, um grupo de investidores apostava em determinados jogos e pagava a árbitros para garantir resultados favoráveis.
O então árbitro Edilson Pereira de Carvalho foi o pivô do escândalo. Além dele, a Polícia Federal e a equipe de Combate ao Crime Organizado comprovaram o envolvimento do ex-árbitro Paulo José Danelon. Os dois foram banidos do futebol.
Além da punição esportiva, a dupla foi denunciada pelo Ministério Público por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. A ação criminal, contudo, acabou suspensa em 2009 sob a alegação que as atitudes de Edilson e Danelon não estavam previstas no Código Penal Brasileiro.
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Postada:Gomes Silveira
Fonte:Terra

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