O diagnóstico realizado pela empresa do diretor executivo José Carlos Brunoro no primeiro mês de Paulo Nobre na presidência do Palmeiras detectou um dado preocupante nas categorias de base. De acordo com Brunoro, há jogadores com até 76% dos direitos econômicos nas mãos de empresários. Para corrigir o problema, a promessa
é de medidas drásticas."No diagnóstico que fizemos, vimos que a vitrine é do empresário em 70% dos jogadores da base, não do clube. Por quê? Porque nunca teve uma equipe de olheiros para buscar atletas, estávamos nas mãos de indicações. A partir de agora, o Palmeiras não pode ter isso", definiu Brunoro.
"A regra do jogo quem vai impor é o clube. Teremos percentuais mínimos e máximos determinados que cabem ao empresário. Não vai poder ser do jeito que é hoje", avisou o dirigente. "O investidor vai ter que jogar o jogo do clube, e não do empresário. Vou deixar bem claro isso. Aqui o jogador é do clube."
Em relação às negociações, Brunoro manterá a política que tem adotado mesmo na contratação de jogadores para Gilson Kleina. Não haverá mais conversa com muitos empresários de um jogador: cada grupo terá que definir um representante, e o Palmeiras tratará somente com ele.
Na base, para comandar a maior participação do clube nos direitos dos atletas, foi apresentado nesta terça Erasmo Damiani como novo coordenador, que se impõe como primeira missão montar uma rede de olheiros. "A captação hoje inexiste do Palmeiras. Um clube desse porte não pode ficar assim. Todos os clubes têm, no mínimo, dois ou três funcionários de captação", disse Damiani.
"No Atlético-PR, colocamos um funcionário em Campinas para observar campeonatos de infantil, juvenil e juniores e o retorno foi muito grande de atletas oriundos do interior de São Paulo. Com todo respeito, o Palmeiras não pode perder atletas para Atlético-PR, Figueirense, Inter... Eles não podem vir para São Paulo e levar atletas que o Palmeiras deixou de observar. Para isso, é necessária uma captação bem agressiva", prosseguiu o novo comandante da base palmeirense.
A busca é pela valorização do time alviverde desde o momento em que a criança começa a jogar. "Muitas vezes, o menino não sabe 10% da história do clube, e a família também. Vamos mostrá-la para nos aproximarmos das famílias. O nome do Palmeiras precisa sempre estar na frente do empresário. O menino tem que dizer que tem prazer de jogar aqui", falou Damiani.
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Postada:Gomes Silveira
Fonte:Terra
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